O lado produtivo da depressão

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O lado produtivo da depressão

Volta por cima – Os dez anos que passou em depressão representaram um período crítico na vida de Nay Bernardes. Após um coma parcial e a dependência dos medicamentos, a enfermidade trouxe a possibilidade de recomeçar a vida. Por meio de muito estudo e esclarecimento sobre o estado de quem é depressivo apresenta soluções práticas e atitudes inovadoras que aumentam a esperança de quem sofre do mal do século.

Com base nessa experiência, de mais de dezoito anos e somando a vivência no trabalho com dependentes químicos, adaptou o método criado por John E. Burns para o uso com pacientes portadores de depressão. É consultora em depressão, palestrante, faz aconselhamento e acompanhamento pessoal. Encontra novos caminhos parceiros da medicação, também passa informações claras para os familiares. A diferença está no olhar de quem conhece claramente o estado do outro.

“Enquanto conto minha história, mostro os sinais que o corpo dá e a sutil mudança de comportamento durante todo o processo iniciado com um simples resfriado e desencadeado na incapacidade de sair da cama, podendo chegar até a morte. Esta é a oportunidade do ouvinte identificar em que estágio está e onde pode chegar caso não haja uma intervenção positiva. Faço uma analogia com os tons de cinza e seus matizes, do cinza claro que representa “um esforço para levantar da cama todos os dias” até o cinza escuro “sem conseguir sair da cama por vários meses”. Quando falo sobre minha superação, aponto os caminhos que percorri e dou dicas sobre como o indivíduo pode interferir positivamente em cada estágio do processo”, comenta Nay sobre suas palestras que são procuradas por empresas atentas ao problema no mundo corporativo. A empresa sabe o custo de um executivo que é paralisado pela depressão, ou de vários colaboradores num estágio “cinza claro” que resulta em mais acidentes, licenças e conflitos no ambiente de trabalho. O conhecimento oferecido nas palestras, treinamentos e dinâmicas em grupo, melhora a autoestima, auxilia as relações com família, amigos e as profissionais. Num mundo onde existe a preocupação com a “sustentabilidade” em todos os segmentos se faz necessário um olhar mais atento à sustentabilidade emocional do indivíduo.

Outro aspecto importante de seu trabalho é a parceria desenvolvida com o Dr. André Brunoni, psiquiatra responsável pelo estudo de Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC) do Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital Universitário (HU) da USP. A novidade é o uso de um aparelho para o tratamento da depressão e Nay faz a ponte da ONG Afeto e Cidadania com o projeto, viabilizando voluntários para o estudo. Juntos e com mais uma parceira, Flavia Placeres, Presidente da Associação Paulista de Naturologia (Apanat) também desenvolvem o projeto inovador de uma clínica piloto para o tratamento da depressão. Em um mesmo local, pretendem reunir atendimento psicológico, psiquiátrico e terapias complementares.

Todo o trabalho é desempenhado para que o indivíduo obtenha melhora significativa em seu quadro e autonomia, algo suprimido durante a depressão.

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